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Brasileiros no exterior usam consórcio para construir patrimônio no Brasil

Planejamento de longo prazo e desejo de manter patrimônio no país ajudam a explicar a procura de brasileiros que recebem em moedas mais fortes por alternativas para aquisição de imóveis

Henrique Com Renda (Henrique Castro), fundador do Grupo Viabilizze.

Planejamento de longo prazo e desejo de manter patrimônio no país ajudam a explicar a procura de brasileiros que recebem em moedas mais fortes por alternativas para aquisição de imóveis

Muitos brasileiros deixam o país em busca de melhores oportunidades e de uma renda maior. Atualmente, estima-se que 4,59 milhões de brasileiros vivam no exterior, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os Estados Unidos concentram a maior parte desse grupo, cerca de 1,9 milhão de pessoas, seguidos por Portugal (360 mil), Paraguai (254 mil), Reino Unido (230 mil) e Japão (207 mil). Com o passar dos anos, porém, surge uma nova preocupação: como transformar o dinheiro conquistado no exterior em patrimônio no Brasil?

É nesse cenário que o consórcio imobiliário vem sendo utilizado como uma alternativa de planejamento para quem pretende adquirir imóveis no país, seja para investir, gerar renda ou preparar um futuro retorno ao Brasil.

Para o empresário e especialista em estratégias patrimoniais Henrique Castro, conhecido nas redes sociais como Henrique com Renda e fundador do Grupo Viabilizze, ganhar mais é apenas uma parte da construção financeira.

“Muitos brasileiros saem do país para aumentar a renda, mas ganhar mais não significa necessariamente construir patrimônio. O importante é pensar no que está sendo construído com esse dinheiro ao longo dos anos”, afirma.

Planejar o patrimônio mesmo morando fora

Para quem pretende retornar ao Brasil daqui a 5, 10 ou 15 anos, o planejamento não precisa começar apenas na volta.

O consórcio permite organizar uma estratégia para aquisição de um imóvel ao longo do tempo, enquanto o brasileiro continua trabalhando e recebendo sua renda no exterior. Não por acaso, o sistema de consórcios brasileiro vem batendo recordes: são hoje 12,85 milhões de consorciados ativos no país, dos quais cerca de 1,7 milhão participam de cotas do segmento imobiliário, com carta de crédito média entre R$ 175 mil e R$ 235 mil. Esse é um mercado cujos ativos administrados já representam mais de 6% do PIB nacional, segundo dados da ABAC e do Banco Central.

Segundo Henrique, o tempo pode ser um dos principais aliados nesse processo.

“Se você sabe que pretende voltar ao Brasil no futuro, por que esperar voltar para começar a construir patrimônio aqui? É possível utilizar os anos no exterior também como parte do planejamento”.

Comprovação de renda ainda é uma preocupação

Outra dificuldade encontrada por brasileiros no exterior está relacionada à documentação e à comprovação de renda no Brasil, principalmente para quem recebe salário ou possui empresa em outro país. Esse desafio também aparece no grupo que formaliza sua condição de não residente: nos últimos 10 anos, mais de 144 mil brasileiros entregaram à Receita Federal a Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP).

O consórcio possui uma dinâmica diferente do financiamento imobiliário tradicional e, por isso, pode fazer sentido em determinados planejamentos. Ainda assim, cada administradora possui suas próprias regras e pode realizar análises cadastrais, financeiras e documentais para a utilização do crédito após a contemplação.

Por isso, a orientação é analisar previamente as condições e estruturar a operação de acordo com a realidade financeira de cada pessoa.

De renda para patrimônio

Para Henrique Castro, a principal discussão não deveria ser simplesmente sobre comprar um imóvel ou contratar um consórcio, mas sobre transformar renda em patrimônio.

“Imagine dois brasileiros que passaram dez anos trabalhando fora. Um retorna apenas com dinheiro acumulado. O outro retorna com dinheiro e um patrimônio que começou a construir anos antes. São situações completamente diferentes”, explica o especialista.

Essa é também uma das teses defendidas por Henrique com Renda em seus conteúdos e pelo Grupo Viabilizze: utilizar soluções imobiliárias e financeiras dentro de um planejamento de longo prazo, em vez de tomar decisões isoladas.

No final, para quem ganha em dólar, euro, libra ou outras moedas e mantém planos no Brasil, a pergunta é simples: o dinheiro conquistado no exterior está apenas sendo guardado ou está sendo transformado em patrimônio? A movimentação já é expressiva: o Banco Central registra anualmente entre US$ 4,2 bilhões e US$ 4,7 bilhões em remessas financeiras pessoais enviadas por brasileiros no exterior ao país, mas o destino desse dinheiro ainda é o que faz a diferença entre acumular e construir patrimônio.

Instagram: https://www.instagram.com/henriquecomrenda/

Whatsapp: 83 99672.3104